sexta-feira, 31 de outubro de 2008

DEUSA ÍSIS



Nossa amada Deusa Ísis foi cultuada e adorada em inúmeros lugares, no Egito, no Império Romano, na Grécia e na Alemanha. Quando seu amado Osíris foi assassinado e desmembrado pelo seu irmão Seth que espalhou seus pedaçospor todo o Egito, Ísis procurou-os e os juntou novamente. Ela achou todos eles, menos seu órgãos sexual, que substitui por um membro de ouro. Através de magia e das artes de cura, Osíris volta à vida. Em seguida, ela concebe seu filho solar Hórus.
Os egípcios ainda mantêm um festival conhecido como a Noite da Lágrima. Tal festival tem sido preservado pelos árabes como o festival junino de Lelat-al-Nuktah.
ÍSIS, DO MITO À HISTÓRIA
No começo só existia o grande, imóvel e infinito mar universal, sem vida e em absoluto silêncio. Não havia nem alturas, nem abismos, nem princípio, nem fim, nem leste, nem oeste, nem norte e nem sul. Das primeiras sombras se desprenderam as trevas e apareceu o caos. Desse ilimitado e sombrio universo surgiu a vida e, com ela, a estirpe dos Deuses.
Conta a mitologia solar que o criador de tudo foi Atum, o Pai dos Pais. A partir do momento que Atum toma consciência de si mesmo, ele tornou-se Rá.
Em sua infinita sabedoria, o Deus consciente, desejou e materializou uma separação entre si mesmo e as águas primordiais, desejando emergir a primeira terra seca em forma de colina a que os egípcios chamaram a "colina benben".
Então Atum criou os outros Deuses. Recolheu seu próprio sêmen na mão, e engolindo-o se fecundou a si mesmo. Vomitou, dando vida a Shu e Tefnut, o ar seco e o ar úmido.
Shu e Tefnut se unem e dão a luz ao Deus Geb, a terra, e a Deusa Nut, o céu, que, por sua vez, quando se uniram fisicamente tiveram quatro filhos: Osíris (Deus da Ordem), Seth (Deus da Desordem) e suas irmãs Ísis e Neftis, nascidos nessa ordem. A nova geração completa o número de nove divindades, a Enéada, que começa com o Deus criador primordial. Na escrita egípcia o três era utilizado para representar o número plural, enquanto que o nove proporciona um meio simbólico de indicar o "todo". A Enéada do Deus Sol é conhecida entre os egiptólogos como a Enéada Heliopolitana.
Osíris, o primogênito, havia herdado de seu pai Geb a terra para governá-la. Já a Deusa Ísis, cujo nome significa "o trono", "a sede" (capital), se uniu a seu irmão Osíris, para sustentar todo o seu poder, estabelecendo-se assim, o primeiro casal real do Egito. Se ele era o rei, soberano da terra, ela ia ser seu trono, a sede eternamente estável, de onde era exercida toda a realeza sobre o Egito.

ÍSIS E O NOME SECRETO DE RÁ
O Deus Sol Rá tinha tantos nomes que inclusive os Deuses não conheciam todos. Um dia, a Deusa Ísis, Senhora da Magia, se pôs a aprender o nome de todas as coisas, para tornar-se tão importante como o Deus Rá.
Depois de muitos anos, o único nome que Ísis não sabia era o nome secreto de Rá, assim decidiu enganá-lo para descobrir.
A cada dia, enquanto voava pelo céu, Rá envelhecia e até já começava a babar. Ísis recolheu sua baba e modelando-a com terra, deu forma a uma serpente, que depois colocou no caminho de Rá. Esse foi mordido e caiu ao solo agonizante. Ísis disse ao Deus que poderia curá-lo, desde que ele lhe revelasse seu nome secreto. Ele se negou, porém ao notar que o veneno da cobra era potente suficientemente para matá-lo, não teve outra opção a não ser revelá-lo. Com esse conhecimento secreto, Ísis pode apropriar-se de parte do poder de Rá.
ÍSIS E OSÍRIS (segundo Plutarco) No Egito, assim como na Babilônia, o culto da lua precedeu o do sol. Osíris, Deus da lua, e Ísis, a Deusa da lua, irmã e esposa de Osíris, a mãe de Hórus, o jovem Deus da lua, aparecem nos textos religiosos antes da quinta dinastia (cerca de 3.000 a. C.).
É difícil fazer um estudo conciso sobre o significado do culto de Ísis e Osíris, pois, durante muitos séculos nos quais esta religião floresceu, aconteceram mudanças na compreensão dos homens em relação a ele.
Nos primeiros registros, Osíris, parece ser um espírito da natureza, concebido como o Nilo ou como a lua, o qual, pensava-se, controlava as enchentes periódicas do rio. Era o Deus da umidade, da fertilidade e da agricultura. Durante o período da lua minguante, Seth, seu irmão e inimigo, um demônio de um vermelho fulvo incandescente, devorava-o. Dizia-se que Seth tinha se unido a uma rainha etíope negra para ajudá-lo na sua revolta contra Osíris, provavelmente uma alusão à seca e ao calor, que periodicamente vinham do Sudão, assolavam e destruíam as colheitas da região do Nilo.
Seth era o Senhor do Submundo, no sentido de Tártaro e não de Hades, usando-se termos gregos. Hades era o lugar onde as sombras dos mortos aguardavam a ressureição, correspondendo, talvez, à idéia católica do purgatório. Osíris era o Deus do Submundo neste sentido, Tártaro é o inferno dos condenados, e era deste mundo que Seth era o Senhor.
Nas primeiras formas do mito, Osíris era a lua e Ísis a natureza, Urikitu, a Verde da história caldéia. Mas, posteriormente, ela tornou-se a lua-irmã, mãe e esposa do Deus da lua. É neste ciclo que este mito primitivo da natureza começou a tomar um significado religioso mais profundo. Os homens começaram a ver na história de Osíris, que morreu e foi para o submundo, sendo depois restituído à vida pelo poder de Ísis, uma parábola da vida interior do homem que iria transcender a vida do corpo na terra.
Os egípcios eram um povo de mente muito concreta, e concebiam que a imortalidade poderia ser atingida através do poder de Osíris de maneira completamente materialista. Era por essa razão que conservavam os corpos daqueles que tinham sido levados para Osíris, através da iniciação, como conta o "Livro dos Mortos"; com efeito, acreditavam que, enquanto o corpo físico persistisse, a alma, ou Ka, também teria um corpo no qual poderia viver na Terra-dos-bem-aventurados, como Osíris que, no texto de uma pirâmide da quinta dinastia, é chamado de "Chefe daqueles que estão no Oeste", isto é, no outro mundo.
Ísis e Osíris eram irmãos gêmeos, que mantinham relações sexuais ainda no ventre da mãe e desta união nasceu o Hórus-mais-velho. No Egito, nesta época, era hábito entre os faraós e as divindades a celebração de núpcias entre irmãos, para não contaminar o sangue.
A história continua contando que quando Osíris tornou-se rei, livrou os egípcios de uma existência muito primitiva. Ensinou-lhes a agricultura e a feitura do vinho, formulou leis e instruiu como honrar seus deuses. Depois partiu para uma viagem por todo o país, educando o povo e encantando-o com sua persuasão e razão, com a música, e "toda a arte que as mesas oferecem".
Enquanto ele estava longe sua esposa Ísis governou, e tudo correu bem, mas tão logo ele retornou, Seth, que simbolizava o calor do deserto e da luxúria desenfreada, forjou um plano para apanhar Osíris e afastá-lo. Confeccionou um barril do tamanho de Osíris. Então convidou todos os Deuses para uma grande festa, tendo escondido seus setenta e dois seguidores por perto. Durante a festividade, mostrou seu barril que foi admirado por todos. Prometeu dá-lo de presente àquele que coubesse nele. Então todos entraram nele por sua vez, mas ele se ajustou somente a Osíris. Neste momento, os homens escondidos apareceram e, rapidamente lacraram a tampa do barril. Levaram-o e jogaram no rio Nilo. Ele boiou para longe e alcançou o mar pela "passagem que é conhecida por um nome abominável".
Este evento ocorreu no décimo sétimo dia de Hator, isto é, novembro, no décimo oitavo ano de reinado de Osíris। Ele viveu e reinou por um ciclo de vinte e oito períodos ou dias, porque ele era a lua, cujo ciclo completa-se a cada vinte e oito dias. Quando Ísis foi sabedora dos acontecimentos fatídicos, cortou uma mecha de seu cabelo e vestiu roupas de luto e vagou por todos os lugares, chorando e procurando pelo barril। Foi seu cachorro Anúbis, que era filho de Néftis e Osíris, que levou-a até o lugar onde o caixão tinha parado na praia, no país de Biblos. Ele havia ficado perto de uma moita de urzes, que cresceram tanto com sua presença, que tornou-se uma árvore que envolveu o barril. O rei daquele país mandou cortar a tal árvore e de seu tronco fez uma viga para a cumeeira de seu palácio, sem sequer imaginar que o mesmo continha o barril... Ísis para reaver seu marido, fez amizade com as damas de companhia da rainha daquele país e acabou como enfermeira do príncipe. Ísis criou o menino dando-lhe o dedo ao invés de seu peito para mamar.
Os nomes do rei e da rainha são: Malec e Astarte, ou Istar. Bem sugestivo, pois nos faz ver que Ísis teve que recuperar o corpo de Osíris de sua predecessora da Arábia.
Acabou tendo que revelar-se para a rainha e implorou pelo tronco da árvore que continha o corpo de Osíris. Ísis retirou o barril da árvore e levou-o consigo em sua barcaça de volta para casa. Ao chegar, escondeu o caixão e foi procurar seu filho Hórus, para ajudá-la a trazer Osíris de volta à vida.
Seth que havia saído para caçar com seus cachorros, encontra o barril. Abriu-o e cortou o corpo de Osíris em catorze pedaços espalhando-os. Aqui temos a fragmentação, os catorze pedaços que óbviamente referem-se aos catorze dias da lua.
Ísis soube do ocorrido e saiu à procura das partes do corpo. Viajou para longe em sua barcaça e onde quer que acahasse uma das partes fazia um santuário naquele lugar. Conseguiu reunir treze das peças unindo-as por mágica, mas faltava o falo. Então fez uma imagem desta parte e "consagrou o falo, em honra do qual os egípcios ainda hoje conservam uma festa chamada de "Faloforia", que significa "carregar o falo".
Ísis concebeu por meio dessa imagem e gerou uma criança, o Hórus-mais-jovem.
Osíris sugiu do submundo e apareceu para o Hórus-mais-velho. Treinou-o então para vingar-se de Seth. A luta foi longa, mas finalmente Hórus trouxe Seth amarrado para sua mãe.
Este é o resumo do mito.
Os cerimoniais do Egito eram relacionados com esses acontecimentos. A morte de Osíris, interpretada todos os anos, bem como as perambulações de Ísis e suas lamentações, tinham um papel conspícuo. O mistério final de sua ressureição e a demonstração pública, em procissão, do emblema de seu poder, a imagem do falo, completavam o ritual. Era uma religião na qual a participação emocional da tristeza e alegria de Ísis tinha lugar proeminente. Posteriormente, tornou-se de fato uma das religiões nas quais a redenção era atingida através do êxtase emocional pelo qual o adorador sentia-se um com Deus.

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ARQUÉTIPO DA PROVEDORA DA विदा
É pelo poder de Ísis, através de seu amor, que o homem afogado na luxúria e na paixão, eleva-se a uma vida espiritual. Ísis, antes de tudo, é provedora da vida. Comumente é representada amamentando seu filho Hórus, pois ela é a mãe que nutri e alimenta tudo que gera. Ísis com seu bebê no colo, acabou transformada na Virgem Maria com o menino Jesus.

Embora Isis fosse considerada como mãe universal ela era venerada como protetora das mulheres em particular. Sendo aquela que dá a vida, que presidia sobre vida e morte, ela era protetora das mulheres durante o parto e confortava aquelas que perdiam seus entes queridos. Em Ísis, as mulheres encontravam o apoio e a inspiração para prosseguirem com suas vidas. Ísis proclamava ser, em hinos antigos, a deusa das mulheres e dotava suas seguidoras de poderes iguais aos do homem.
Esta Deusa é também freqüentemente representada como uma Deusa negra. Este fato está diretamente associado ao período de luto de Ísis (morte de Osíris), quando ela vestia-se de preto ou ela própria era preta.
As estátuas pretas de Ísis tinham também um outro sentido. Plutarco declara que "suas estátuas com chifres são representações da Lua Crescente, enquanto que as estátuas com roupa preta significavam as ocultações e as obscuridades nas quais ela segue o Sol (Osíris), almejando por ele. Conseqüentemente, invocam a Lua para casos de amor e Eudoxo diz que Ísis é quem os decide".
No Solstício de Inverno, a Deusa, na forma de vaca dourada, coberta por um traje negro, era carregada sete vezes em torno do Santuário de Osíris morto, representando as perambulações de Ísis, que viajou através do mundo pranteando sua morte e procurando pelas partes espalhadas de seu corpo. Este ritual, era um procedimento mágico, que tencionava prevenir que a seca invadisse as regiões férteis do Nilo, pois a ressurreição de Osíris era, naquela época, um símbolo da enchente anual do Nilo, da qual a fertilidade da terra dependia.

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ÍSIS E HÓRUS

Muita conhecida de todos os nós é a história de Hórus, o filho de Ísis, a Deusa do Egito, tanto quanto os também tão estimados e conhecidos Maria e o menino Jesus no cristianismo. Entretanto, existem algumas diferenças entre os dois: a Ísis é adorada como uma divindade maternal muito antiga. Algumas vezes é representada com um disco do sol (ou lua) na cabeça, flanqueada à direita e à esquerda por dois chifres de vaca. A vaca era e é por seu úbere dispensador de leite o animal-mãe, usado em muitas culturas como símbolo materno. Outra diferença fundamental entre Ísis e Maria é também o fato de Ísis ter sido venerada como a grande amada. Ainda no ventre materno ela se casou com seu irmão gêmeo Osíris, que ela amava acima de tudo.
Nos rituais antigos egípcios, executados para obter a ressurreição, o olho de Hórus tinha papel muito importante e era usado para animar o corpo do morto cujos membros tinham sido reunidos. Hórus, filho e herdeiro por excelência, é invocado também, para que impeça a ação do réptéis que estão no céu, na terra e na água, os leões do deserto, os crocodilos do rio.
Protetor da realeza, Hórus desempenha ainda, o papel capital do Deus da cura. A magia de Hórus desvia as flechas do arco, apazigua a cólera do coração do ser angustiado.Ísis era invocada nas antigas escrituras como a senhora da cura, restauradora da vida e fonte de ervas curativas. ela era venerada como a senhora das palavras de poder, cujos encantamentos faziam desaparecer as doenças.
À noção de magia liga-se também, imediatamente ao nome de Ísis, que conhece o nome secreto do Deus supremo. Ísis dipõe do poder mágico que Geb, o Deus da Terra, lhe ofereceu para poder proteger o filho Hórus. Ela pode fechar a boca de cada serpente, afastar do filho qualquer leão do deserto, todos os crocodilos do rio, qualquer réptil que morda. Ela pode desviar o efeito do veneno, pode fazer recuar o seu fogo destruidor por meio da palavra, fornecer ar a quem dele necessite. Os humores malignos que perturbam o corpo humano obedecem a Ísis. Qualquer pessoa picada, mordida, agredida, apela a ísis, a da boca hábil, identificiando-se com Hórus, que chama a mãe em seu socorro. Ela virá, fará gestos mágicos, mostrar-se-á tranqüilizadora ao cuidar do filho. Nada de grave irá lesar o filho da grande Deusa.
Ísis aparece em na nossa vida para dizer que é hora de meditar. Você tem desperdiçado sua energia maternal sem guardar um pouco para si mesma? Sua mãe lhe deu todo o amor que você precisou? Pois agora é tempo de você se dar "um colo" para curar as mágoas do passado. Todos nós precisamos de cuidados maternos, independente de sermos donzela, mãe ou mulher madura.

ARQUÉTIPO DA MÃE-NATUREZA
Ísis, Deusa da lua, também é Mãe da Natureza. Ela nos diz que para este mundo continuar a existir tudo que é criado um dia precisa ser destruído. Ísis determina que não deve haver harmonia perpétua, com o bem sempre no ascendente. Ao contrário, deseja que sempre exista o conflito entre os poderes do crescimento e da destruição. O processa da vida, caminha sobre estes opostos. O que chamamos de "processo da vida", não é idêntico ao bem-estar da forma na qual a vida está neste momento manifesta, mas pertence ao reino espiritual no qual se baseia a manifestação material.
Com certeza, se a morte e a decadência não tivessem dotados de poderes tão grandes quanto as forças da criação, nosso mundo inteiro já teria alcançado o estado de estagnação. Se tudo permanecesse para sempre como foi primeiramente feito, todas as capacidades de "fazer" teriam sido esgotadas há séculos. A vida hoje estaria hoje totalmente paralisada. E, assim, inesperadamente, o excesso de bem, acabaria em seu oposto e tornar-se-ia excesso de mal.
Ísis, tanto na forma da natureza, como na forma de Lua, tinha dois aspectos. Era criadora, mãe, enfermeira de todos e também destruidora.
O nome Ísis, significa "Antiga" e era também chamada de "Maat", a sabedoria antiga. Isto corresponde a sabedoria das coisas como são e como foram, a capacidade inata inerente, de seguir a natureza das coisas, tanto na forma presente como em seu desenvolvimento inevitável, uma relação à outra.
O VÉU DE ÍSIS
O traje de Ísis só era obtido através da iniciação, era multicolorido e usado em muitos cerimoniais religiosos.

O véu multicolorido de Ísis é o mesmo véu de Maias, que nos é familiar no pensamento hindu. Ele representa a forma sempre mutante da natureza, cuja beleza e tragédia ocultam o espírito aos nosso olhos. A idéia é a de que o Espírito Criativo vestia-se de formas materiais de grande divindade e que todo o universo que conhecemos era feito daquela maneira, como a manifestação do Espírito do Criador.
Plutarco expressa essa idéia quando diz:"Pois Ísis é o princípio feminino da natureza e aquela que é capaz de receber a inteireza da gênese; em virtude disso ela tem sido chamada de enfermeira e a que tudo recebe por Platão e, pelo multidão, a dos dez mil nomes, por ser transformada pela Razão e receber todas as formas e idéias".
Um hino dirigido a Ísis-Net exprime essa mesma idéia de véu da natureza que esconde a verdade do mistério dos olhos humanos. Net era uma forma de Ísis, e era considerada como Mãe-de-todos, sendo de natureza tanto masculina como feminina. O texto em que esse hino está registrado data de cerca de 550 a.C., mas é provavelmente muito mais antigo.
Salve, grande mãe, não foi descoberto teu nascimento!
Salve, grande deusa, dentro do submundo que é duplamente escondido, tu, a desconhecida!
Salve, grande divina, não foste aberta!
Ó, abre teu traje.
Salve, coberta, nada nos é dado como acesso a ela.
Venha receber a alma de Osíris, protege-adentro de tuas duas mãos.
O véu de Ísis, tem também significados derivados. Se diz que o ser vivo é pego na teia ou véu de Ísis, significando que no nascimento o espírito, a centelha divina, que está em todos nós, é preso ou incorporado na carne. Significa dizer, que todos nós ficamos emaranhados ou presos na teia da natureza. Essa teia é a trama do destino ou circunstâncias. É inevitável que devamos ser presos pelo destino, mas freqüentemente consideramos este enredamento como infortúnio e queremos nos libertar dele. Se aceitarmos esta situação de o ser vivo estar preso a teia de Ísis, acabaremos encarando a trama de nossa vida de maneira diferente, pois é somente deste modo que o espírito divino pode ser resgatado. Se não fosse aprisionado desta forma, vagaria livremente e nunca teria oportunidade de transformar-se. Portanto, o espírito do homem precisa estar preso à rede de Ísis, caso contrário, não poderá ser levado em seu barco para a próxima fase de experiência.
DANÇA SAGRADA DOS SETE VÉउस
"Vê-la dançar é participar da força criadora que vibra no Cosmos; massa negra e pulsante explícita nos olhos e cabelos de Jhade. (...) Mãos se elevam em serpente e cortantes transformam em som o poder telúrico de seu ventre. Que os sons, manifestos em seu corpo, subam de encontro com o Eterno e sejam ouvidos além do tempo." (por W. Hassan)

A Dança dos Sete Véus tem sua origem em tempos remotos, onde as sacerdotisas dançavam no templo de Isis. É uma dança forte, bela e enigmática. Ela também reverencia à vida, os elementos da natureza, imita os passos dos animais e das divindades numa total integração com o universo. O coração da bailarina é tão leve quanto a pluma da Deusa Maat e é exatamente por isso que os véus são necessários, pois é deles que os deuses se servem para sutilizar o corpo da mulher. Os véus de Ísis, ao serem retirados, nos transmitem ensinamentos. Quando a bailarina usa dois véus, ao retirá-los nos diz que o corpo e espírito devem estar harmonizados. A Dança do Templo, que é usado três véus, homenageia a Trindade dos deuses do Antigo Egito: Ísis, Osíris e Hórus. A Dança do Palácio, com quatro véus, representa a busca da segurança e estabilidade e ao retirá-los a bailarina nos demonstra o quanto nos é benéfico o desapego das coisas materiais. Na Dança dos Sete Véus, cada véu corresponde a um grau de iniciação.

Os sete véus representam os sete chakras em equilíbrio e harmonia, sete cores e sete planetas.Cada planeta possui qualidades e defeitos que influenciam no temperamento das pessoas e a retirada de cada véu representa a dissolução dos aspectos mais nefastos e a exaltação de suas qualidades.
Significado das cores:
Vermelho: libertação das paixões e vitória do amorLaranja: libertação da raiva e dos sentimentos de iraAmarelo: libertação da ambição e do materialismoVerde: saúde e equilíbrio do corpo físicoAzul : encontro da serenidadeLilás: transmutação da alma, libertação da negatividadeBranco: pureza, encontro da Luz.

Toda mulher deixa transbordar seu essência através da dança. Todas aquelas emoções reprimidas, sentimentos esquecidos, afloram. Toda e qualquer mulher que consegue penetrar nos mistérios e ensinamentos dessa prática, se revelará de forma pura e sublime e alcançará o êxtase ao dançar.

Dançar é minha prece mais puraMomento em que meu corpo vislumbra o divino,Em que meus pés tocam o realReligiosidade despida de exageros,Desejo lascivo, bordado de plenitudeAtravés de meus movimentos posso chegar ao inatingívelPosso sentir por todos os corpos,
abraçar com todoo coração,E amar com os olhosCada gesto significativo desenha no espaço o infinito,Pairando no ar, compreensão e admiraçãoIniciar uma prece é como abrir uma porta Um convite a você, para entrar em meu universoO mágico contorna minha silhueta, ao mesmo tempoQue lhe toco sem tocarNada a observar, só a participarEsta prece ausente de palavrasÉ codificada pela almaE faz-nos interagir, de maneira sublime e hipnóticaQuando eu terminar esta dança,Estarei certa de que não seremos os mesmos.

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RITUAL DE ÍSIS PARA A LEALDADE

Você pode usar esse ritual para pedir à Ísis que reforce sua lealdade se se sentir tentada (o) a trair a confiança de alguém, ou para pedir que outra pessoa lhe seja leal.

Deve sempre ser realizado pela manhã e se possível imediatamente ao levantar-se da cama. Necessitará de uma granada, a pedra preciosa que simboliza a lealdade. A pedra pode estar solta ou presa em alguma jóia.

Acenda uma vela branca e coloque à sua frente. Suspenda a vela em frente a vela, de maneira que brilhe à luz da chama. Enquanto observa a luz brilhando através da granada, pense em tudo que necessitas fortalecer no sentido da lealdade.

Imagine você, ou a pessoa que a(o) preocupa, em uma situação que possa trair a confiança. Pense que você, ou essa pessoa, resistem ao impulso. Por exemplo, pode visualizar uma situação em que um amigo pede para revelar um segredo, porém você resiste, dizendo:
"Não, não posso lhe dizer".
Agora coloque a granada em seu bolso e use-a como jóia até que sinta que a ameaça da deslealdade tenha passado। TEXTO PESQUISADO E DESENVOLVIDO POR

ROSANE VOLPATTO

Significado das Cores no Feng Shui


A cor é o principal instrumento utilizado pelo Feng Shui na busca de equilíbrio e harmonia em um ambiente. Cada cor é relacionada a um dos cinco elementos do Feng Shui (Água, Madeira, Fogo, Terra e Metal) e proporciona sentimentos e emoções diferentes.É importante compreender as características de cada cor para aplicá-la corretamente. Além disso, as cores podem ter tanto significados positivos quanto negativos, dependendo de sua intensidade, local e forma de aplicação no ambiente.
Vermelho: é relacionado ao elemento fogo, ao verão. É a cor do sangue e por isso também está relacionado à vida e à força e energia vital máxima. Esta é uma cor Yang e por isso, o ideal é que seja utilizada em ambientes que tenham como objectivo a interação entre pessoas como a sala de estar, a sala de TV, ou mesmo a sala de jantar.
Não é recomendado o uso de vermelho: Na casa de banho: Além deste ser um local Yin por natureza, é ligado ao elemento água; Na cozinha: este ambiente já é muito Yang, a colocação da cor vermelha pode causar desequilíbrios; Nos quartos: o objetivo deste local é promover tranqüilidade e repouso, por isso o ideal é o uso de cores suaves.
Amarelo: Apesar do amarelo estar relacionado ao elemento terra, também é uma cor Yang. O amarelo representa a luz do Sol e o brilho do ouro. Seu uso melhora a concentração e a facilidade de comunicação.A cor amarela, assim como a vermelha, deve ser utilizada em ambientes Yang como a sala de TV. Também é necessário evitar seu uso em banheiros e quartos. Já na cozinha o amarelo pode ser utilizado em detalhes ou em uma das paredes.
Laranja: A cor laranja está situada entre o elemento fogo e o elemento terra, portanto, carrega um pouco das características dos dois elementos. Também é uma cor Yang e segue as recomendações feitas para o uso da cor amarela.A diferença é que o laranja, com o devido cuidado, pode ser aplicado nos quartos, principalmente de adultos e de preferência na parede atrás da cama.
Azul: A cor azul está relacionada ao elemento água e nos remete a natureza, seja no céu ou no mar. O azul, quando usado de forma regrada, nos proporciona tranquilidade, porém, usado em demasia pode favorecer a introspecção e isolamento.Deve-se usar o azul em ambientes que visem descanso e tranqüilidade, como quartos e sala de meditação.De forma geral, não é recomendado o uso de azul em: Salas de estar, de TV e de jantar: a cor azul é Yin e não propicia ou facilita a comunicação e a interação entre pessoas, por isso não é recomendado o seu uso em ambiente Yang, como os citados;
Cozinha: este ambiente é Yang e relacionado ao elemento fogo, assim o uso de azul pode significar a redução do "fogo", ou seja, a diminuição da energia vital do ambiente, da casa e de seus moradores
Preto: A cor preta relaciona-se ao elemento água e é o símbolo do máximo Yin. Por isso mesmo, seu uso em paredes não é recomendado para ambientes internos
Verde: O verde é ligado ao elemento madeira e à primavera. Representam o crescimento, desenvolvimento, natureza e saúde. A cor verde pode ser utilizada com bastante liberdade em todos os ambientes da casa, independente de sua função. Neste caso, deve-se apenas tomar cuidado para colocar tons suaves de verde nos ambientes como quarto e cozinha, podendo nas salas utilizar tons mais brilhantes.É relacionada ao elemento metal e nos remete a pureza, limpeza, e abertura para novas possibilidades e oportunidades, assim como uma tela em branco que espera ser pintada.
Branco: A cor branca pode ser utilizada com total liberdade em toda a casa, tanto externamente como nos ambientes internos. Essa é a cor escolhida pela maioria das pessoas tanto para ambientes residenciais como profissionais.O único detalhe que deve ser observado é a procura pela utilização da cor branca sem brilho em ambientes Yin (quarto, banheiro, etc.) e com brilho em ambientes Yang (sala TV, cozinha...)

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Significado das Cores das Velas


Vela Branca
A vela branca, é a cor da paz, da espiritualidade. Excelente para despertar a intuição a imaginação, a criatividade, a paz interior e a fertilidade. Ela purifica todo o organismo, ajuda na cura de doenças estomacais, do sistema linfático, e do sistema nervoso central .
Vela Laranja
Representa o ouro, a riqueza e o Sol. Ajuda a proteger o coração, a coluna vertebral, e a fertilidade. É excelente auxiliar para quem espiritualizar-se e aumentar seu poder mental.
Vela Vermelha
A vela vermelha está ligada à beleza física,a sensualidade, vitalidade e paixão. Traz vitalidade a todo o corpo, protege a cabeça, os órgãos sexuais, as vias urinárias, os rins, e a circulação sanguínea.. Ajuda a conectar com o chakra básico e com as forças terrestres.
Vela Amarela
É a vela da comunicação, nos traz ordenação de idéias, o raciocínio e a lógica. Protege os pulmões, a respiração, o sistema cerebral, e os intestinos. Ajuda a vencer a timidez e intensifica a memória, também ajuda na cura de doenças psicossomáticas.
Vela Rosa
A vela rosa simboliza o amor e as relações de afecto intenso. Desperta a sensibilidade e os sentimentos puros. Protege a sensibilidade, o metabolismo, as funções renais, os órgãos sexuais femininos, a região lombar, e o cabelo. Esta ligada aos pedidos de amor, e união entre casais.
Vela Violeta
Violeta é a cor de Saint Germain, mestre ascensionado da Chama Violeta . Ajuda na purificação do ser. Aumenta a capacidade de sacrifício e a perseverança. Actua sobre o pâncreas e o metabolismo endócrino, na circulação arterial e depuração do sangue.
Vela Verde
Esta vela ajuda na realização de nossos sonhos e metas. E também a vela que desperta a vitalidade e recupera a energia vital, sendo aconselhável acendê-la quando nos sentimos exauridos e esgotados. Simboliza a estabilidade, a fidelidade, a responsabilidade, a perseverança, a longevidade, e o êxito na profissão.
Vela Preta
É sempre bom lembrar que a cor preta atrai para si qualquer coisa. Isso se aplica a roupas e a velas. Por isso, a vela preta deve ser utilizada somente em rituais esotéricos e por um iniciado, pois somente ele saberá exactamente que tipo de forças está atraindo.
Vela Azul
Azul claro, desperta interiorização, tranqüilidade, paz e harmonização. Eficaz na luta contra o medo. Protege a garganta, a laringe, a faringe, a tireóide e a nuca.



sexta-feira, 15 de agosto de 2008

O culto às árvores

Texto retirado da pagina filhas de Avalon

O culto às árvores é a primeira forma que surgiu de religião. O culto envolvia originalmente o sacrifício de seres humanos e de animais aos "espíritos das florestas" em troca de proteção contra o infortúnio. Finalmente esse costume bárbaro foi abandonado e surgiram atos mais civilizados e menos repulsivos, como o bater na madeira para afastar olho-grande, que se mantém até hoje.


DEUSES E ESPÍRITOS DAS ÁRVORES
A Arvore, símbolo fálico e sagrado para vários deuses e deusas, representa a vida e a imortalidade. Na história, existiram várias associações mitológicas entre deidades e árvores, como a de Apoio e o louro, Attis e o pinheiro, Atena e a oliveira, Osíris e o cedro, e Júpiter e o grande carvalho.
A árvore é o símbolo mais poderoso e majestoso de vegetação e teve papel importante em várias lendas da antiguidade. Acreditava-se que várias deidades, tanto do panteão grego como do romano, tinham nascido sob árvores, e, em vários mitos e fábulas, heróis incontáveis (e também deuses) eram magicamente transformados em árvores como resultado da pena ou da ira dos deuses poderosos.
As árvores têm sido encarnações e símbolos de várias deidades (Gautama Buda encarnou como espírito de árvore 43 vezes) e também serviram como residência de espíritos, ninfas e vários outros seres sobrenaturais, aos quais eram consagradas.
O génio da antiga Arábia vivia dentro de árvores e possuía poderes de mudar as formas. Na Alemanha e na Escandinávia, acreditava-se que criaturas semelhantes a duendes estranhos, conhecidas como "esposas-de-musgo" ou "mulheres-selvagens", habitavam determinadas árvores nas florestas. Na Rússia existem histórias de demónios de um olho só. Na América do Sul, fantasmas perigosos da floresta, que atraem os humanos para a morte, habitam as florestas. No folclore japonês, existem grotescos espíritos da floresta que possuem cabeça e patas de falcão, corpo de homem e um grande nariz. No antigo Egito e na Pérsia, vários deuses e deusas frequentemente habitavam ou tomavam a forma de árvores (sicômoros sagrados em particular), e, na Grécia, as três ninfas conhecidas como dríades e hamadríades tinham a vida ligada a determinada árvore, sentindo qualquer dano a algum galho ou ramo, como um ferimento, e morrendo quando a árvore murchava ou morria.
Assim como havia associações mitológicas entre os deuses e as árvores, havia também associações entre elas e as ninfas; Rea e a romã; Hélica e o salgueiro; Filira e a lima; Dafne e o laurel, entre outras.
As árvores são reverenciadas na África, e acredita-se que sejam habitadas por deuses tribais e espíritos benevolentes que dão o sol e a chuva, fazem as sementes crescerem e abençoam as mulheres com a fertilidade. Entretanto, é crença comum entre o povo Basoga da África Central que um espírito da árvore ficará enraivecido se sua moradia for cortada e trará a morte para o chefe da tribo e para toda a sua família.
Os iroqueses e outras tribos nativas americanas acreditam que cada árvore possui o seu espírito guardião ou deus guardião, sendo costume agradecer-lhe pêlos presentes que dão em forma dos frutos.
Os textos religiosos japoneses mencionam Kuku-No-Chi, um deus que habita os troncos das árvores, e Hamori, um deus que protege as folhas das árvores. Os japoneses também acreditam que cada árvore é protegida por sua própria deidade particular.


AS ARVORES NA RELIGIÃO ANTIGA
A árvore é um dos símbolos tradicionais mais essenciais, e seu culto tem sido parte importante e altamente influente na história da religião de quase todas as raças sobre a face da terra.
No culto às árvores de muitas culturas pagãs antigas, a maioria delas era tida como feminina, e sua seiva, oferecida em cálices dourados aos deuses. Acreditava-se que todas as suas partes possuíam poderes místicos, e os rebentos que nasciam sobre as sepulturas dos seres humanos ou dos animais sacrificados eram tidos como especialmente sagrados.
As árvores eram símbolo essencial da religião caidéia. Símbolos em forma de árvore foram encontrados nos templos antigos e em cilindros gravados, e há descrições de usos dos ramos tanto nas cerimónias religiosas como mágicas nos textos sagrados dos caldeus.
Na antiga Ática, durante a orgia dionisíaca (o festival do deus grego do vinho, Dionísio), as árvores eram cobertas com vestes e jóias para representar o deus. Essa prática era também comum em outros festivais gregos (e também romanos).
Árvores sagradas estilizadas, cercadas de seguidores e decoradas com guirlandas aparecem em muitas esculturas indianas dos tempos antigos. (Outro estágio de estili-zação da árvore sagrada é sua decoração com máscara ou artigo de vestuário para simbolizar a deidade; e, por fim, a escultura do seu tronco numa estátua.)
Na Grécia, quando se honrava um deus ou uma deusa, eram colocadas grinaldas feitas dos galhos da sua árvore sagrada sobre a mesma, que era, então, adorada. Penduravam-se, também, várias oferendas e presentes, trofeus de caça e armas dos conquistadores para trazer boa sorte.
Mesmo após muitos pagãos terem sido convertidos aos novos caminhos do cristianismo, as pessoas continuaram a acender velas e a oferecer pequenos sacrifícios sob árvores sagradas. (Nos tempos atuais os Bruxos ainda penduram guirlandas sobre certas árvores e dançam em torno de seus troncos.)


YGGDRASIL
O conceito de universo como árvore aparece repetidamente na mitologia e no simbolismo pagãos, sendo talvez mais bem conhecido na sua forma escandinava, onde, acredita-se, um freixo gigante sempre verde, conhecido como "Yggdrasil", é a "Arvore do Mundo", que liga o Céu ao submundo. Seu tronco sagrado passa pelo centro do mundo, e seus galhos se espalham sobre os céus e estão cheios de estrelas brilhantes. As três deusas do destino habitam suas raízes, junto com uma serpente gigantesca, semelhante a um dragão. Debaixo do Yggdrasil, os deuses teutônicos se reúnem todos os dias para julgar.


A ARVORE DA VIDA
O folclore e as mitologias de várias culturas diferentes em todo o mundo contêm uma gigantesca Árvore da Vida, que é a essência de todas as árvores e cujos frutos conferem a imortalidade quando comidos pêlos mortais.
A Árvore da Vida, na lenda nahua, era a piteira — uma planta tropical que se dizia ter sido descoberta pela deusa de 400 troncos Mayauel. (De acordo com a antiga religião asteca, o "leite" da piteira fora utilizado pelo deus de cabeça de cachorro, Xolotl, para nutrir o primeiro homem e a primeira mulher criados pêlos deuses.)
Na Cabala, a Árvore da Vida é um diagrama místico de Deus, do homem e do universo, e até na Bíblia (Génesis, capítulo II) existe menção à Árvore da Vida que crescia no Jardim do Éden junto com a Arvore do Conhecimento do Bem e do Mal, que originou o fruto proibido.
De acordo com a lenda dos chineses, indianos e sul-americanos, as almas dos mortos ascendem ao reino do paraíso pelo tronco de uma Árvore da Vida sagrada.
A macieira era a Árvore da Vida adorada pêlos antigos celtas. A chinesa era tanto o pessegueiro como a tamareira. A dos semitas era também a tamareira, e Árvore da Vida na história do "Jardim do Éden", da Babilónia, era a palmeira.
Na Índia, a Árvore da Vida sagrada (Asvatthd) era a figueira. Como o Yggdrasil, seus galhos atingiam o céu, e suas raízes desciam às profundezas do submundo.
A figueira é tida como a Árvore da Vida por muitos povos, sendo com frequência adorada como a Árvore do Conhecimento.
Os kayans do Boméu Central acreditam que se originaram dos ramos e das folhas de uma Árvore da Vida milagrosa que, no início dos tempos, caiu dos céus na terra.


BOSQUES SAGRADOS
No Antigo Testamento existem numerosas referências a bosques sagrados e a altares neles erigidos.
Na mitologia grega, um oráculo do deus Zeus estava localizado num bosque sagrado de carvalhos. Um bosque sagrado em Dodona possuía o dom da profecia, e os fogos das vestais que ardiam no bosque consagrado em Nemi consistiam de varetas e galhos de carvalho.
Uma árvore grande dentro de um bosque sagrado representava a deidade masculina dentro da Deusa, tanto como filho quanto como amante, e o ato de quebrar um dos seus galhos significava o mesmo que ameaçar o deus de castrá-lo.
Nos bosques de Diana, em Nemi, os reis sagrados combatiam os inimigos que ousavam quebrar um galho das árvores sagradas. Os sacerdotes patriarcais tendam os bosques sagrados e os consideravam perigosos e maus. Aqueles que os tentavam destruir eram punidos com uma maldição da mãe-Deusa, como aparece em vários mitos moralizantes, como o de Erisichton, que foi transformado num mendigo sujo e desgraçado pela ira da deusa Demeter.
umbigo do culpado e pendurá-lo na parte da árvore que tinha sido atingida. Esse era, então, conduzido em torno do tronco várias e várias vezes ate que o lado interno do seu corpo estivesse ferido para substituir a casca retirada.
Em várias outras partes do mundo existem leis contra o corte de árvores ou de danos causados a elas, e até o século 14 o simples ato de quebrar um galho era considerado pecado na Láturânia.


ARVORES E VAMPIROS
Na Era das Trevas, os juníparos eram utilizados como proteção contra vampiros em vários países. Acreditava-se que freixos, oervinas e sorveiras possuíam qualidades místicas e protetoras, e a madeira dessas árvores em particular era esculpida em forma de estacas e enterradas no coração dos corpos suspeitos de se transformarem em vampiros e de se levantarem das tumbas à noite em busca de sangue humano.


TRADIÇÕES SOBRE AS ÁRVORES
Desde os tempos antigos, as árvores têm desempenhado papel importante na medicina popular, no xama-nismo, na divinação, na magia e na superstição. Suas raízes, cascas, folhas, galhos, sementes e frutos curaram muitas doenças, protegeram casas, seres humanos e animais contra o mal, a má sorte e os raios, trouxeram força para bebidas e poções mágicas e afrodisíacos, e auxiliaram Bruxos e Feiticeiros no lançamento de todos os tipos de encantamentos maravilhosos da magia.


ACÁCIA
Na índia e na Patagônia, acredita-se que a acácia seja habitada por espíritos, sendo realizadas várias oferendas e sacrifícios em troca de fertilidade, cura e proteção contra o mal e o infortúnio.
A madeira da acácia é ritualisticamente queimada nos altares sagrados dos budistas e utilizada para preparar os fogos sacrificiais dos hindus.
AMIEIRO
Nos tempos antigos, o amieiro era usado nos ritos de idolatria em honra à deusa Astarte e nas práticas divina-tórias para diagnosticar doenças.
Segundo a lenda, o amieiro sangra, chora e começa a falar quando é cortado. Houve uma época em que era ilegal cortar um deles.
É usado, na medicina popular, no tratamento de queimaduras, coceiras e reumatismos.
MACIEIRA
A macieira é conhecida na Europa como ^Árvore da Imortalidade pela Sabedoria", e seu fruto tem sido assunto de inúmeros provérbios e ditos populares.
De acordo com lendas irlandesas, as macieiras (como as nogueiras, os carvalhos e as cinco árvores místicas que representam os cinco sentidos) eram produzidas pelo deus trifólio (ou trevo) Trefuilngid Tre-Eochair, que foi associado a São Patrício, e, também, eram conhecidas como a Árvore Tripla ou Chave Tripla (nome que se refere ao tridente, ao falo triplo, destinado a fertilizar a Deusa Tripla.)
Em várias partes da Europa planta-se uma macieira quando nasce um bebé e acredita-se que esse bebé crescerá ou definhará junto com a árvore. O costume de plantar uma "Árvore do Nascimento" é também comum na África Ocidental, na Papua, Nova Guiné, no sul dos Estados Unidos e em regiões do Bornéu holandês.
Na mitologia dos índios iroqueses, a macieira é a árvore central do Céu.
A madeira da macieira é transformada em varetas que são utilizadas para traçar círculos mágicos, e o seu futuro usado na magia do amor, nos encantamentos Vudu de amor, nos amuletos para fertilidade, nas divinaçoes e nos encantamentos para imortalidade.
Os clérigos da Idade Média acreditavam que as feiticeiras podiam provocar uma possessão demoníaca por intermédio'de maçãs encantadas ou envenenadas dadas as suas vítimas escolhidas.
A tradição de procurar maçãs no Halloween é remanescente da antiga divinação mágica druida do casamento, e, na Europa medieval, acreditava-se que uma mulher solteira poderia ver a imagem de seu futuro marido se descascasse uma maçã diante de um espelho iluminado por uma v.'Ia na noite do Halloween.
A maçã é mais conhecida como o fruto proibido comido por Adão e Eva, mas o fruto não foi identificado na Bíblia, e a maçã nunca mencionada em relação à história de Adão e Eva.
FREIXO
Na Irlanda, as varetas feitas de freixo eram usadas pêlos druidas nos seus rituais mágicos. Na Escócia, o freixo era usado para proteger as crianças dos feiticeiros e, na Inglaterra, como remédio popular para curar verrugas.
As crianças eram frequentemente rezadas com ramos de freixo para serem curadas de cortes e raquitismo.
Bastões de freixo eram usados para curar doenças pela magia em animais domésticos, para traçar círculos mágicos e manter longe as serpentes.
BAMBU
O bambu simboliza, na Índia, a amizade, sendo o emblema do fogo sagrado. Sua madeira é comumente usada em rituais mágicos das tribos melanésias e entre os Semang da Malaia. No Japão, é tida como sagrada e está ligada ao culto da lua e à magia lunar.
FIGUEIRA DE BENGALA
A figueira-da-índia é sagrada para os videntes e ascetas da Índia, sendo a Árvore do Conhecimento na mitologia indiana. O deus hindu Vishnu nasceu sob a sombra de uma figueira-da-índia, e acredita-se que aquele que duvidar e danificar ou cortar uma delas despertará a ira dos deuses e será punido com a morte.
LOUREIRO
O loureiro é tido como símbolo da ressurreição, sendo usado na cura, na divinação e nos sonhos mágicos. Os herbalistas da antiguidade usavam suas raízes para tratar as enfermidades do fígado, do baço e de outros órgãos, internos. Acreditavam que os frutos da árvore podiam neutralizar o veneno das criaturas peçonhentas e auxiliavam no tratamento das tosses e da tuberculose. As folhas eram tidas como altamente místicas, sendo usadas para proteger as casas dos raios e dos trovões, e para manter longe os feiticeiros e os demónios.
VIDOEIRO
Na mitologia escandinava, o vidoeiro simboliza o renascimento da Primavera.
Como uma árvore da magia, o vidoeiro é usado nos rituais de purificação e nos trabalhos com o tempo atmosférico. A vassoura dos Bruxos (de galhos) era tradicionalmente feita de vidoeiro.
É uma antiga superstição na Terra Nova que uma vassoura de vidoeiro "limpará" a família.
Uma vassoura especial feita com galhos de vidoeiro era usada na Europa medieval como açoite para exorcizar os demónios, os duendes e os fantasmas. Em certas áreas da Rússia é costume, no domingo de Petencostes, vestir um vidoeiro com roupas de mulher.
CEDRO
Na Mesopotâmia, o cedro era tido tanto como deidade quanto como oráculo.
Diz-se que para revelar os que praticam as artes negras da feitiçaria basta queimar varetas de sabugueiro no fogo da noite de Natal ou cortá-las na véspera do dia de São João.
Os frutos podem ser levados nos bolsos, como amuletos para proteger contra a inveja venenosa e também podem ser usados em torno do pescoço, como remédio mágico contra hidropisia.
As flores do sabugueiro, com seu perfume doce e acentuado, há muito são associadas à morte e aos funerais, e houve época em que se acreditava que, se um broto de sabugueiro plantado numa sepultura começasse a crescer, era sinal de que a alma de quem estivesse ali enterrado se encontrava em paz.
Antigamente penduravam-se flores de sabugueiro nas portas do estábulo para proteger os cavalos da magia negra. Guirlandas feitas com elas eram usadas pêlos druidas para decorar altares sagrados para Beltane e para afastar as influências malignas.
Os nativos americanos chamavam o sabugueiro de "árvore da música" e faziam flautas mágicas dos seus ramos. Usavam também a casca como antídoto, sob a forma de cataplasma, nas inflamações e nos inchaços dolorosos.
Todas as partes do sabugueiro têm sido usadas pela medicina popular no tratamento de numerosos distúrbios e doenças.
Os frutos de cor púrpura escura fazem um vinho delicioso, e as flores secas podem ser usadas para fazer um chá relaxante. O sabugueiro tem sido usado pêlos Bruxos como afrodisíaco e pode também ser ingrediente mágico em vários encantamentos de amor, proteçào e prosperidade.
OLMO
O olmo é uma árvore frondosa que se diz possuir poder místico para proteger contra os raios. Na Inglaterra, era associado aos duendes, e os santeros da Santería o utilizavam no lançamento de encantamentos mágicos.
Segundo a mitologia teutônica, a primeira mulher sobre a terra foi criada de um olmo pêlos deuses.
Na medicina popular é usado para tratar de inchações, tosses, doenças de pele e infecções venéreas.
FIGUEIRA
A figueira é o símbolo da paz e da plenitude. Acredita-se que sua sombra seja frequentada por espíritos; sua casca e frutos são usados tanto na magia como na medicina popular para tratar vários problemas e doenças.
Segundo os Evangelhos, a figueira era "amaldiçoada com a infertilidade" por Jesus Cristo porque se recusou a dar um fruto para ele fora da estação (Marcos 2: 13-22). O Livro do Génesis testemunha que as folhas da figueira foram usadas por Adão e Eva logo que eles adquiriram o conhecimento para cobrir a nudez.
AVELEIRA
A aveleira sempre esteve associada aos Bruxos, e o nome "aveleira-dos-bruxos" sobrevive até hoje. A árvore tem sido associada também ao deus Thor.
É conhecida como a "Árvore do Conhecimento" (especialmente nas lendas irlandesas), sendo usada nos encantamentos mágicos para a imortalidade, proteção e cura. Acreditava-se que os bastões de aveleira possuíam propriedades divinatórias, e há muito é usada pêlos rabdo mantos para localizar tesouros enterrados e água. São também tradicionalmente usados como varetas pêlos magos brancos e para proteger os animais contra encantamentos das fadas ou dos demónios maldosos. Segundo o folclore galês, os ramos de aveleira tecidos em "capas do desejo" ajudam a realização dos desejos.
LOURO
O louro é símbolo da imortalidade, da vitória e da paz. Diz-se que é capaz de dotar os profetas com a visão, e está associado à inspiração poética.
Suas folhas eram mastigadas pelas devotas da Deusa Tripla para induzir o transe poético e erótico. Eram também mascadas pelas sacerdotisas do Oráculo de Delfos para inspiração oracular.
O louro é largamente usado em todas as formas de magia do amor, do desejo e da cura.
LIMEIRA
Na Alemanha, a limeira era sagrada. Segundo lendas populares e superstições, era habitada por duendes e possuía o poder de fazer os heróis dormirem um sono encantado.
Seus fruto é usado principalmente na magia do amor, mas, em certas partes da Índia, é o ingrediente principal em várias maldições poderosas.
Na medicina popular, a lima é usada como emplastro para ferimentos e para tratar de resfriados, dores de garganta e escorbuto.
BORDO
O bordo é o símbolo da reserva. Houve época em que seus galhos eram comumente usados como bastões de adivinhação para localizar águas subterrâneas. Suas folhas são usadas pêlos japoneses nos festivais da florada. A decocçao feita com suas cascas é utilizada em várias tribos norte-americanas para provocar o vómito.
MURTA
A murta é uma árvore verdejante, simbolicamente associada ao amor e ao casamento, e sagrada para muitas deusas do amor. É também símbolo da autoridade, da imortalidade, da morte e da ressurreição.
Guirlandas de flores de murta eram usadas pêlos antigos noivos romanos no dia do seu casamento; mas era também o símbolo do amor ilegal ou incestuoso, e foi muitas vezes banida de várias cerimónias religiosas.
Na magia popular, a murta é usada nos encantamentos de amor, nos amuletos, nos afrodisíacos das paixões e nos encantamentos para atrair boa sorte.
CARVALHO
O carvalho é uma árvore com várias e antigas associações mitológicas e mágicas. Na tradição alexandrina de Wicca, o carvalho simboliza os aspectos crescentes do ano do Deus Chifrudo. Era tida como a "árvore do oráculo", pelo filósofo grego Sócrates, e como a mais sagrada das árvores, pêlos antigos druidas celtas, que acreditavam que as folhas possuíam grandes poderes sobrenaturais para curar e renovar as forças. As bolotas (o "fruto" do carvalho) eram comidas pêlos druidas na preparação para realizarprofecias.
Os antigos romanos também acreditavam nos extraordinários poderes do carvalho e, para se proteger das forças do mal, eles usavam guirlandas feitas com suas folhas sobre cabeça, como coroas protetoras.
Sacrifícios humanos eram realizados ao deus fenício Baal "sob cada carvalho frondoso" (Ezequiel 6:13), e, na Estónia, o sangue dos animais sacrificados era despejado nas suas raízes, como libação aos deuses.
O carvalho é a madeira tradicional e essencial para as achas do Natal e nas fogueiras do Solstício de Verão. Seus ramos são usados nos encantamentos wiccanianos para atrair boa sorte, e a casca da árvore é transformada em incenso para glorificar deuses e deusas para os quais o carvalho é sagrado. Na medicina popular, o chá de carvalho é usado no tratamento de oxiúros, pedras da vesícula, dentes moles e doenças venéreas.
OLIVEIRA
O oliveira é um símbolo da paz e das bênçãos divinas. Seus ramos faziam as coroas que eram usadas pêlos noivos gregos, conquistadores romanos e deuses que viviam no topam do Monte Olimpo. Ramos de oliveira eram colocados em chaminés e sobre as portas para impedir a queda de raios e para afastar feiticeiros, demónios e fantasmas.
A oliveira e seu fruto têm sido usados em encantamentos para cura, na magia do amor e nos antigos ritos de fertilidade. Seu óleo é usado para untar velas de altar, abençoar estátuas religiosas e alimentar lâmpadas sagradas de templos.
LARANJEIRA
A laranjeira é o símbolo do amor eterno, da castidade e da pureza. Suas flores eram usadas como flores de noivado, e seus frutos, pêlos praticantes de Vudu na magia do amor, e pêlos feiticeiros europeus na magia negra complacente.
PALMEIRA
A palmeira é a Árvore da Vida e local de habitação da Deusa e vários mitos antigos. É usada pêlos santeros nos rituais de fertilidade e na magia de trabalhos com o tempo atmosférico.
PESSEGUEIRO
Na China, o pessegueiro é emblema da longevidade e símbolo sagrado do ioni da Deusa. Acreditava-se que a árvore possuísse forças espirituais fortes, e as varetas mágicas feitas dos seus galhos eram usadas pêlos chineses nos encantamentos de imortalidade, nos rituais de fertilidade e nos ritos para manter os demónios e espíritos malévolos afastados O pessegueiro, no Japão, simboliza a fertilidade, e sua madeira é usada para bastões divinatórios pêlos rab-domantes.
Varetas de pessegueiro são usadas na medicina popular para tratar problemas de estômago, abdómen inchado e dores no coração. Segundo uma antiga crença, na Itália e nas regiões do sul dos Estados Unidos, as verrugas podem ser curadas, enterrando-se folhas de pessegueiro
PEREIRA
Em várias partes da Europa planta-se uma pereira quando nasce uma menina, e acredita-se que a criança crescerá ou definhará junto com a árvore
PINHEIRO
O pinheiro simboliza a vida, a longevidade e a imortalidade. A pinha é o símbolo semítico da vida.
Na mitologia japonesa, os espíritos do pinheiro são conhecidos como Jo e Ubá. Essas árvores são o símbolo da fidelidade no casamento, e existem numerosos mitos sobre amantes devotados que foram magicamente transformados em pinheiros.
Os galhos do pinheiro são utilizados em várias cerimónias dos nativos americanos, e sua fumaça é usada pêlos indianos para tratar problemas de reumatismo, tosse e resfriados.
Elas são plantadas como "Árvores do casamento" no Tirol e usadas pêlos Bruxos na Europa e nos Estados Unidos com o objetivo de proteção, cura e encantamentos, bem como para atrair o afeto de uma pessoa. O incenso de pinho é comumente usado na magia para desfazer outra, e nos ritos de purificação.
ÁLAMO
O álamo-branco é tido como a árvore do Equinócio do Outono e da antiguidade. Na Grécia pré-helênica, o álamo-preto era usado como "árvore de funeral" e consagrado à Mãe Terra.
No antigo folclore romano, os álamos eram sagrados para o herói Hércules, e, no século 17, na Inglaterra, suas folhas constituíam ingrediente importante nos "caldos-do-infemo" e nos amuletos mágicos.
SORVEIRA
A sorveira (também conhecida como freixo-das-mon-tanhas) tem várias associações mágicas e míticas. Era uma das árvores sagradas dos druidas, e acreditava-se uma proteção contra feitiçaria e espíritos do mal na Idade Média.
Os frutos da sorveira eram usados para curar os ferimentos adquiridos nas batalhas, e acreditava-se que davam ao homem um ano extra de vida. Atualmente os frutos secos são moídos e transformados em incenses mágicos que são queimados ritualisticamente para invocar a Deusa, os guias espirituais familiares dos Bruxos ou espíritos elementais.
As folhas são usadas em divinaçoes de amar e encantamentos ou em rituais destinados a ampliar a criatividade poética.
Antigamente a sorveira do Dia dos Bruxos era celebrada no antigo festival celta de Beltane (Véspera de Maio), que é, agora, um dos quatro grandes Sabás celebrados pêlos Bruxos.
SALGUEIRO
O salgueiro, em geral encontrado próximo de poços sagrados, há muito tem sido associado à Bruxaria e ao culto da Deusa. Era tido como sagrado pêlos Bruxos e poetas pagãos, pois todas as suas partes são úteis na prática da magia. A madeira dá varetas excelentes para rituais de cura e magia lunar, e pode também ser usada em talismãs quando se busca a proteçào da Deusa.
Os salgueiros, que são associados tanto à cura como à Primavera, são apropriados para decorar os altares no Candiemas, pois esse Sabá (também conhecido como Imbolc) é o festival de Brígida — a deusa pagã da cura e dos poços sagrados. Eram usados pêlos druidas como amuletos protetores, e, na Idade Média, havia a crença comum de que as famílias dos Bruxos cresciam entre os salgueiros.
No norte da Europa, o salgueiro estava tão ligado à Religião Antiga que até a palavra witch (feiticeira) tem a mesma raiz de willow (salgueiro).
Na China, o salgueiro é reverenciado como a árvore da Imortalidade, e, na Europa, é o símbolo da eloquência.
TEIXO
O teixo, como outras coníferas, é conhecido como a "Árvore da Imortalidade" em várias partes do mundo. Era comumente usado na prática da feitiçaria medieval, sendo um dos ingredientes místicos do caldeirão da Deusa-Bruxa Hécate, na peça Macbeth, de Shakespeare (ato IV, cena l)
Segundo uma antiga superstição popular, o homem ou a mulher que ousar dormir na sombra de um teixo certamente terá morte horrível ou cairá em sono encantado

sábado, 9 de agosto de 2008

Como Consagrar os Instrumentos Mágicos


Materiais: um copo de água, três incensos de cravo,um pires com sal, uma vela vermelha.
Acenda a vela e os incensos,feche os olhos imaginando um círculo de luz ao seu redor e diga:
"Que este círculo de luz esteja ao meu redor durante o decorrer deste rito de consagração. Eu invoco à Deusa Mãe e o Deus Pai para que se unam a mim e abençoem os instrumentos que serão consagrados e dedicados ao trabalho da arte neste momento. Eu invoco a magia dos quatro elementos da natureza para que tragam sua força e seu poder nestes instrumentos mágicos".
Toque o instrumento a ser consagrado no sal que se encontra no pires e diga:
-"Pelo poder da terra eu o consagro, abençôo e purifico. Que sua memória passada seja anulada, para que você seja dedicado aos trabalhos sagrados da Grande Mãe. Que assim seja, que assim se faça!"
Passe o instrumento na fumaça do incenso e diga:
-"Pelo poder do ar eu o consagro, abençôo e purifico. Que sua memória passada seja anulada. Eu o dedico à Grande Deusa do círculo do renascimento e ao Deus fertilizador.Que assim seja e que assim se faça!"
Passe o instrumento na chama da vela e diga:
-"Pelo poder do elemento fogo eu o consagro, abençôo e purifico. Que sua memória passada seja anulada,pois a partir de agora você é um instrumento de força e poder da senhora e do senhor.Que assim seja e que assim se faça!"
Respingue um pouco de água no instrumento e diga:
-"Pelo poder do elemento água eu o consagro, abençôo e purifico. Que sua memória passada seja anulada pois agora você é um instrumento dedicado à arte da Deusa e carrega o poder e a magia.Que assim seja e que assim se faça!"
Eleve agora o instrumento dizendo:
-"Pelos poderes do alto e dos céus resplandescentes de luz eu o consagro à serviço da grande Mãe!"
Toque o instrumento no chão e diga:
-"Pelos poderes de baixo e do submundo eu o consagro e dedico à arte antiga."
Sopre no seu instrumento dizendo:
-"Pelo meu próprio poder eu o consagro e lhe dou vida com este sopro para que você responda só para mim, me ajude e me proteja. Que assim seja e que assim se faça!"

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Instrumentos Sagrados da Bruxaria

O altar

Sempre que possível, uma bruxa deve ter seu Altar, que deverá ser seu ponto de ligação com os Deuses. Não precisa ser nada complicado ou luxuoso. Tradicionalmente, ele deve ficar ao Norte. Uma vela preta é colocada a Oeste simbolizando a Deusa, e uma vela branca a Leste para o Deus. No Altar deve estar o Cálice e o Athame, o Pentagrama, a Varinha e outros objetos utilizados nos rituais. Também é comum se colocarem símbolos para os Quatro Elementos, como uma pena para o Ar, uma planta para a Terra, uma vela vermelha ou enxofre para o Fogo, e, logicamente, água para esse mesmo elemento. Muitas pessoas colocam um símbolo para a Deusa e o Deus, como uma concha e um chifre, ou mesmo estátuas e gravuras dos Deuses. Deve ser criativo, pois o Altar é o um espaço pessoal, onde deve ser colocado amor. Se, por algum motivo, não for possível montar um Altar, pode ser um espaço na sua imaginação, pois o verdadeiro Templo está dentro de você, ou vá para a Natureza e faça dela o mais lindo de todos os santuários.


Pentáculo

O Pentáculo é normalmente um disco, um prato de metal ou madeira com a figura de Pentagrama dentro de um círculo. Ele é usado para consagrar várias outras ferramentas. É também utilizado como um ponto focal de concentração. É associado ao elemento Terra e seu ponto cardeal. Alguns Bruxos usam um Pentáculo para invocar qualquer elemento da Natureza. Você poderia fazer seu próprio Pentáculo com argila ou com uma pedra, pintando o símbolo do Pentagrama sobre o material escolhido. Ele é utilizado para consagrar ervas e para carregar magicamente um talismã ou qualquer instrumento que precise de uma dose de energia extra, e é utilizado também para proteção. Representa a ligação do Bruxo com os Deuses.


Chave Mágica

Para fazer uma chave mágica recorra aos materiais que a Natureza oferece, como gravetos, folhas etc. Faça a chave mais bonita que puder. Com ela você será capaz de abrir todas as portas. Pendure-a na entrada do seu quarto; sempre que tiver um desejo profundo, pegue a chave sem sua mão e com sua imaginação abra a porta que esconde seus desejos.


Sino

O sino de cristal ou de latão é freqüentemente usado pelos bruxos para sinalizar o início e fechamento de um ritual ou Sabbat, para invocar um espírito ou deidade em particular e para despertar os membros do Coven que estão em meditação. Os sinos são tocados também em vários ritos funerários wiccanos para abençoar a alma do bruxo que cruzou o reino dos mortos.


Livro das Sombras

O livro das sombras (também conhecido como Livro Negro) é o diário secreto no qual o bruxo registra seus encantamentos, invocações, rituais, sonhos, receitas de várias poções pessoais e outros assuntos. Um livro desse tipo pode ser mantido por um indivíduo em separado ou por todo um coven. Quando ocorre a morte do bruxo, o livro das sombras pode ser passado para seus filhos ou netos, mantido pela Alta Sacerdotisa e pelo Alto Sacerdote do coven (se o bruxo for membro de um deles no momento de sua morte) ou queimado para proteger os segredos da arte. Qualquer que seja a decisão tomada, ela naturalmente depende dos costumes daquela determinada tradição wiccana ou da vontade pessoal do bruxo.


Punhal ou átame (athame)

O punhal é uma faca ritualística com cabo preto e lâmina de fio duplo, tradicionalmente gravada ou cunhada com vários símbolos mágicos e astrológicos. Representa o antigo e místico elemento ar, símbolo da força da vida, e é usado pelos bruxos para traçar círculos, exorcizar o mal e as forças negativas, controlar e banir os espíritos elementais, guardar e direcionar a energia durante os rituais. Utiliza-se o punhal com cabo branco (bolline) somente para cortar varetas, colher ervas para magia ou para cura, esculpir a tradicional lanterna de Samhain e gravar runas e outros símbolos mágicos em velas e talismãs.


Bolline

O Bolline é uma faca com o cabo branco. Ele é utilizado na colheita de ervas, na construção de talismãs e amuletos mágicos. Existem alguns modelos de Bolline na forma de uma pequena foice, totalmente de prata, em alusão ao antigo Instrumento dos Druidas para a colheita de ervas que possuía esta forma. Ele é um Instrumento opcional, visto que muitos Bruxos usam o átame para desempenhar a função de colher as ervas e construir talismãs.


Vareta

A vareta (também conhecida como Bastão de Fogo) é um bastão fino de madeira, feito de um galho de árvore. Representa o antigo e místico elemento fogo, é símbolo de força, de vontade, e de poder mágico do bruxo que o possui. A vareta de acordo com vários compêndios de magia, deve ter aproximadamente 50 cm de comprimento. é usada para invocar as salamandras (elementais do fogo) em determinados tipos de rituais, traçar círculos, desenhar símbolos mágicos, direcionar a energia e mexer bebidas no caldeirão. Varetas de freixo são usadas em ritos de cura, as de sabugueiro para consagração e banimentos, as de acácia e aveleira para todos os tipos de magia "branca". As de carvalho servem para magia druídica e solar. Em magias lunares para invocar à Deusa, magia de desejo e ritos de cura usamos varetas de salgueiro e sorveira.


Caldeirão

O caldeirão é um pequeno pote escuro de ferro fundido que combina simbolicamente as influências dos quatro antigos e místicos elementos e que representa o ventre divino da Deusa Mãe, sendo utilizado pelos bruxos para vários propósitos como ferver poções, queimar incenso e guardar carvão, flores, ervas ou outros elementos mágicos. O caldeirão pode ser usado também como instrumento para divinação - muitos bruxos enchem seu caldeirão com água na noite de Samhain e os utilizam como espelho mágico para olhar o futuro ou o passado.


Cálice

O cálice (também conhecido como taça ou vaso sagrado) representa o elemento água e é usado no altar durante os rituais.


Colher de Pau

A colher de pau da cozinha pode transformar-se num potente instrumento mágico. Escolha uma colher nova e passe-a nove vezes pelo fogo. Depois, mergulhe-a na água e por fim jogue sobre ela três pitadas de sal. Use-a normalmente na cozinha, impregnando seus alimentos com amor. E não pense duas vezes antes de usá-la como "varinha de condão".


Espelho Mágico

Esta é uma antiga prática irlandesa muito utilizada pelos camponeses. Pegue um espelho e unte-o com uma mistura de sal e limão. Aguarde uma noite de Lua Crescente e "aprisione-a" no espelho (refletindo nele sua imagem). Seu espelho estará magnetizado, sempre que quiser peça para que a Luz, que agora mora dentro dele, ilumine seus caminhos.


Espada Cerimonial

A espada cerimonial representa o elemento fogo e é o símbolo da força do bruxo. Em certas tradições wiccanas, a espada cerimonial é usada no lugar do punhal de cabo preto pela Alta Sacerdotisa do coven, para traçar ou apagar um círculo. A espada, como o punhal, pode também ser usada para controlar e banir espíritos elementais e para guardar e direcionar a energia durante os rituais.


Vassoura

A vassoura é símbolo do magistério feminino e das forças purificadoras da natureza. Até hoje é costume "limpar" as energias negativas de uma casa varrendo-as para fora com uma vassoura desenhada com símbolos mágicos (pentagrama, círculo, taça, espada).


Buril

O buril é um ferro de gravar usado por muitos bruxos e magos para marcar ritualisticamente nomes sagrados, números, runas e vários símbolos mágicos e astrológicos em seus punhais, espadas, sinos de latão do altar, joalheria metálica e outras ferramentas da magia.

CORRESPONDÊNCIAS ZODIACAIS E PLANETÁRIAS


CORRESPONDÊNCIAS ZODIACAIS E PLANETÁRIAS

Temos a seguir uma lista de árvores e de seus governantes planetários, bem como de influências astrológicas correspondentes, se é que existem
AMIEIRO: Vénus, Câncer (amiei^o-preto) e Peixes (amieiro
comum). AMENDOEIRA: Sol.
MACIEIRA: Vénus, Libra e Touro. DAMASQUEIRO: Vénus e Netuno. FREIXO: Sol. ÁLAMO: Mercúrio. ABACATEIRO: Vénus. BALSAMINA: Mercúrio. BANANEIRA: Lua; Escorpião. FIGUEIRA-DE-BENGALA: Júpiter. LOUREIRO: Sol; Leão. ÁRVORE-DE-CERA: Mercúrio. LOURO-DE-CERA: Ver Loureiro.
FAIA: Saturno; Sagitário.
BERGAMOTA: Vénus.
VIDOEIRO: Vénus.
ÁRVORE BO: Júpiter.
BUXO: Saturno.
FRUTA-PÃO: Vénus.
CAJUEIRO: Marte; Escorpião.
CEDRO: Mercúrio.
CEREJEIRA: Vénus; Libra.
CASTANHEIRO: Júpiter.
COQUEIRO: Vénus.
CAFEEIRO: Mercúrio e Urano.
CIPRESTE: Saturno; Capricórnio.
CORNISO: Vénus e Netuno.
SABUGUEIRO: Vénus.
OLMO: Saturno; Sagitário.
EUCALIPTO: Plutão.
FIGUEIRA: Júpiter.
ABETO: Júpiter.
ESPINHEIRO: Marte.
AVELEIRA: Mercúrio
CICUTA: Saturno; Capricórnio.
CARVALHO-SAGRADO: Ver Azevinho.
CARVALHO-DA-VÁRZEA: Ver Azevinho.
AZEVINHO: Saturno; Capricórnio.
JUNÍPERO: Sol e Marte.
COLA: Urano.
LIMEIRA: Júpiter.
MAGNÓLIA: Júpiter.
MANGUEIRA: Lua.
BORDO: Júpiter.
LENTISCO: Marte; Escorpião.
NESPEREIRA: Saturno.
FREIXO-DA-MONTANHA: Lua.
AMOREIRA: Mercúrio e Júpiter.
MIRRA: Júpiter; Aquário.
MURTA: Vénus.
NOZ-MOSCADA: Júpiter e Urano.
CARVALHO: Júpiter; Sagitário.
OLIVEIRA: Sol e Júpiter.
LARANJEIRA: Vénus e Netuno; Leão.
PALMEIRA: Sol; Escorpião.
PESSEGUEIRO: Vénus e Netuno.
PEREIRA: Vénus e Netuno.
FIGUEIRA-DOS-PAGODES: Júpiter.
PINHEIRO: Saturno.
PIPAL: Ver Figueira-dos-pagodes.
PLÁTANO: Vénus e Júpiter.
AMEIXEIRA: Vénus.
ROMÃZEIRA: Vénus, Mercúrio e Urano.
CHOUPO: Saturno.
MARMELEIRO: Saturno.
SORVEIRA-BRAVA: Lua.
SORVEIRA: Saturno.
ESTORAQUE: Sol.
SUMAGRE: Júpiter.
SICÔMORO: Vénus e Júpiter.
TAMARINEIRO: Saturno.
NOGUEIRA: Sol.
SALGUEIRO: Lua.
TEIXO: Saturno; Capricórnio.


ÁRVORES DAS DEIDADES PAGÃS, DAS NINFAS E DOS HERÓIS
Temos a seguir uma lista de árvores que são sagradas para as deidades pagas, para as ninfas e para os heróis.
AMIEIRO: Bran. AMENDOEIRA: Artemis, Attis, Chandra, Hécate, Júpiter,
Fillis e Zeus. MACIEIRA: Afrodite, Flora, Hércules, as Hespérides, Frey,
Idhumm, Pomona e todas as Deusas do Amor. DAMASQUEIRO: Vénus.
FREIXO: Akka, Marte, Odin, Poseidon e Rauni. ÁLAMO: Gaia (Mãe Terra), os Maruts, Nunu e Zeus. ABACATEIRO: Flora e Pomona. BANANEIRA: Kanaloa.
FIGUEIRA-DE-BENGALA: Hina, Shu, Shiva, Vishnu e Zeus. LOURO: Apoio, Adónis, Buda, Ra, Artemis, Gaia (Mãe
Terra), Marte, Hélios, Esculápio e Dafae. FAIA: Baco, Diana, Dionísio e Hércules. VIDOEIRO: Thor, Kupala e a Senhora das Florestas. ÁRVORE BO: Buda.
FRUTA-PÃO: Pukuha Kana e Opinéia. CEDRO: Artemis, Ea e Wotan.
CEREJEIRA: Flora, Pomona e Maya, a Virgem mãe de Buda. COQUEIRO: Ganimede e Tamaa. CIPRESTE: Ahura Mazda, Apoio, Artemis, Astarte, Beroth,
Cupido, Dis, o Destino, as Fúrias, Hades, Hércules,
Jove, Melcarth, Mitra, Ohrmazd, Plutão, Saturno e
Zoroastro.
CORNISO: Apoio, Consus e Marte. SABUGUEIRO: as Dríades, Elle, Freya, Holda, Hylder-
Moer, Vénus e todas as figuras de Deusas-Mãe. OLMO: os Devas, Embla, Ut e Vertumnus. FICUS: Rômulo e Remo. FIGUEIRA: Baco, Brahma, Dionísio, Flora, Jesus Cristo,
Juno Caprotina, Marte, Maomé, Plutão, Pomona,
Zeus e a Grande Mãe indo-iraniana. ESPINHEIRO: Baco, Dionísio, Tapio, Biblos, Atena, Pa, Cibele, Artemis, Diana e outras Deusas lunares. AVELEIRA: Thor e Chandra. AZEVINHO: Fauno. MANGUEIRA: Pattini.
BORDO: Nanabozho.
AMOREIRA: Flora, Minerva, Pomona, e San Ku Fu Jen.
MIRRA: Adónis, Afrodite, Cibele, Demeter, Hécate, Juno, Mara, Mirra, Ra, Rea e Saturno.
MURTA: Alcina, Afrodite, Artemis, Astarte, Dionísio, Ha-thor, Mirsine, Mirtelio e Vénus.
CARVALHO: Alá, Ares, Balder, Blodeuwedd, Brahma, Ceres, Dagda, Demeter, Diana, Dianus, as Dríades, Hades, Har Hou, Hera, Hércules, Hórus, Janicot, Jeová, Jumala, Júpiter, Kashiwa-No-Kami, Marte, Odin, Perkunas, Perun, Plutão, Taara, Thor, Zeus e todos os Deuses do Trovão.
OLIVEIRA: Amon-Ra, Apoio, Aristeus, Atena, Brahma, Flora, Ganimede, Indra, Júpiter, Minerva, Pomona, Po-seidon, Wotan, Zeus e todos os Deuses solares.
LARANJEIRA: Hera e Zeus.
PALMEIRA: Afrodite, Apoio, Astarte, Baal-Peor, Chango, Hanuman, Hermes, Mercúrio e Sarasvati.
PESSEGUEIRO: Flora, Pomona, Shou-Hsing e Wang Mu.
PEREIRA: Flora, Hera e Pomona.
PINHEIRO: Atti, Cibele, Dionísio, Pa, Poseidon, Rea, Shou-Hsing e Silvano.
PLÁTANO: Helena.
AMEIXEIRA: Flora e Pomona.
ROMÃZEIRA: Du'uzu, Hera, Kubaba, Mercúrio, Perséfone, Saturno e Urano.
CHOUPO: Brahma, Dis, as Helíades, Hércules, Perséfone, Faeton, Plutão e Zeus.
MARMELEIRO: Afrodite e Vénus.
SORVEIRA-BRAVA: todas as Deusas lunares.
ESTORAQUE: Loki, Mercúrio e Thoth.
SICÔMORO: todos os Deuses e Deusas egípcios.
TAMAREIRA: Apoio.
NOGUEIRA: Dionísio.
SALGUEIRO: Artemis, Beli, Brígida, Circe, Hécate, Hélice, Hera, Hermes, Orfeu, Osíris, Perséfone e todos os aspectos de morte da Deusa Tripla da Lua.
TEIXO: Hécate e Saturno.

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